Desde 1990 que a relevância da biodiversidade da pluvisilva da República de S. Tomé e Príncipe tem vindo a ser intensamente estudada. A humanidade está cada vez mais consciente da importância da preservação da biodiversidade. Quando se fala da Preservação da Biodiversidade está a falar-se da preservação de todo o património genético vivo do planeta. A perda da Biodiversidade é, então, a perda de genes, o que implica, por sua vez, a impossibilidade de formação e organização de características condicionadas por esses genes. Por outras palavras, certas características são totalmente perdidas sempre que uma espécie viva é extinta, com consequências que os nossos conhecimentos ainda não conseguem prever, mas serão certamente desastrosas. A preocupação com a preservação da Biodiversidade da pluvisilva de STP reflecte a preocupação com a perda de património genético que é único nestas ilhas.
Foi a aceitação da importância da preservação da biodiversidade por parte das autoridades do país, que levou à criação de duas Áreas Ecológicas de Protecção de floresta nas duas ilhas, o Parque Natural do Obô de S. Tomé e o Parque Natural do Obô do Príncipe, com inclusão de algumas Áreas de Reservas Integrais e com as respectivas Áreas de Protecção Adjacentes.
Têm-se desenvolvido vários projectos de investigação relacionados com a flora e fauna destas ilhas, Se se mantiver uma preocupação activa em relação ao património florístico (e faunístico) destas duas ilhas, é possível conservar um ambiente que prova ser de enorme riqueza de espécies (endémicas e raras) e de grande importância ecológica e científica, pois o país ainda possui uma reserva considerável de floresta primária e uma floresta secundária de alta qualidade.
Uma área de investigação que tem sido explorada prende-se com o facto de se encontrar nas plantas de São Tomé e Príncipe uma fonte de recursos importantes para produtos de farmácia e, portanto, desenvolvimento de novos agentes terapêuticos. Os conhecimentos acerca das plantas medicinais é bastante antigo mas só com o desenvolvimento da química foi possível realizar experiências farmacológicas para produzir extractos padronizados de plantas e isolar os seus princípios activos. Estas pesquisas conferiram às plantas reconhecimento científico e vieram confirmar a sua utilização e identificar potenciais novos usos terapêuticos.
Exemplo disso é a investigação levada a cabo pela professora Maria do Céu Madureira sobre as propriedades antimaláricas de plantas medicinais usadas na medicina tradicional com o objectivo de desenvolver novos compostos que possam ser usados no controlo da malária, nomeadamente compostos activos contra Plasmodium falciparum resistente à cloroquina. O estudo feito em laboratório com 13 plantas medicinais usadas pelos terapeutas tradicionais de STP no tratamento de malária e/ou febres, veio comprovar a sua actividade farmacológica. A espécie Tithonia diversifolia, apesar de não ser endémica, foi a que apresentou os melhores resultados da actividade antimalárica e simultaneamente garantias de inocuidade relativamente aos resultados de toxicidade, pelo que poderá servir de base para um futuro desenvolvimento de fármacos antimaláricos.
Outro exemplo do contributo de espécies endémicas para a ciência, está relacionado com um estudo genético que visa esclarecer o dilema de como se processa a regulação genética, concretamente como é que as mutações na região codificadora das proteínas podem afectar a evolução de um órgão, sem alterar a forma/função de outros. O trabalho levado a cabo pelo Dr. Carrol e publicado na revista Cell, descreve um estudo em espécies irmãs do género Drosophila, onde a diferença de pigmentação abdominal é resultado da alteração da região reguladora do gene tan. As duas espécies em estudo, D. yakuba e D. santomea. vivem em São Tomé e terão divergido há aproximadamente 100 mil anos . Os machos destas espécies não possuem pigmentação abdominal e para descobrir qual o gene que está na base desta diferença morfológica, os investigadores mapearam o locustan. Espera-se assim descobrir de que forma as mutações em regiões reguladoras podem condicionar a evolução morfológica na natureza.
Foi a aceitação da importância da preservação da biodiversidade por parte das autoridades do país, que levou à criação de duas Áreas Ecológicas de Protecção de floresta nas duas ilhas, o Parque Natural do Obô de S. Tomé e o Parque Natural do Obô do Príncipe, com inclusão de algumas Áreas de Reservas Integrais e com as respectivas Áreas de Protecção Adjacentes.
Têm-se desenvolvido vários projectos de investigação relacionados com a flora e fauna destas ilhas, Se se mantiver uma preocupação activa em relação ao património florístico (e faunístico) destas duas ilhas, é possível conservar um ambiente que prova ser de enorme riqueza de espécies (endémicas e raras) e de grande importância ecológica e científica, pois o país ainda possui uma reserva considerável de floresta primária e uma floresta secundária de alta qualidade.
Uma área de investigação que tem sido explorada prende-se com o facto de se encontrar nas plantas de São Tomé e Príncipe uma fonte de recursos importantes para produtos de farmácia e, portanto, desenvolvimento de novos agentes terapêuticos. Os conhecimentos acerca das plantas medicinais é bastante antigo mas só com o desenvolvimento da química foi possível realizar experiências farmacológicas para produzir extractos padronizados de plantas e isolar os seus princípios activos. Estas pesquisas conferiram às plantas reconhecimento científico e vieram confirmar a sua utilização e identificar potenciais novos usos terapêuticos.
Exemplo disso é a investigação levada a cabo pela professora Maria do Céu Madureira sobre as propriedades antimaláricas de plantas medicinais usadas na medicina tradicional com o objectivo de desenvolver novos compostos que possam ser usados no controlo da malária, nomeadamente compostos activos contra Plasmodium falciparum resistente à cloroquina. O estudo feito em laboratório com 13 plantas medicinais usadas pelos terapeutas tradicionais de STP no tratamento de malária e/ou febres, veio comprovar a sua actividade farmacológica. A espécie Tithonia diversifolia, apesar de não ser endémica, foi a que apresentou os melhores resultados da actividade antimalárica e simultaneamente garantias de inocuidade relativamente aos resultados de toxicidade, pelo que poderá servir de base para um futuro desenvolvimento de fármacos antimaláricos.
Outro exemplo do contributo de espécies endémicas para a ciência, está relacionado com um estudo genético que visa esclarecer o dilema de como se processa a regulação genética, concretamente como é que as mutações na região codificadora das proteínas podem afectar a evolução de um órgão, sem alterar a forma/função de outros. O trabalho levado a cabo pelo Dr. Carrol e publicado na revista Cell, descreve um estudo em espécies irmãs do género Drosophila, onde a diferença de pigmentação abdominal é resultado da alteração da região reguladora do gene tan. As duas espécies em estudo, D. yakuba e D. santomea. vivem em São Tomé e terão divergido há aproximadamente 100 mil anos . Os machos destas espécies não possuem pigmentação abdominal e para descobrir qual o gene que está na base desta diferença morfológica, os investigadores mapearam o locustan. Espera-se assim descobrir de que forma as mutações em regiões reguladoras podem condicionar a evolução morfológica na natureza.



